JUBILEU

Nossa Senhora das Dores

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HISTÓRIA DA DEVOÇÃO A NOSSA
SENHORA DAS DORES EM CONTAGEM

A história da devoção a Nossa Senhora das Dores se encontra
inserida na origem no município de Contagem, desde quando ainda
era um pequeno arraial denominado Arraial de “São Gonçallo da
Contage”. As famílias residiam em moradias que circundavam a
pequena capela de taipa, onde uma vez por ano, na semana anterior
à Semana Santa, se reuniam pela manhã em oração meditando as
Dores de Nossa Senhora, realizando-se assim o Setenário das Dores
de Maria. Nesse período, as celebrações eucarísticas ocorriam
apenas na sexta-feira das dores, anterior ao Domingo de Ramos
onde a festa de Nossa Senhora se encerrava com a presença de
pessoas do arraial e de outras regiões rurais próximas à capela de
São Gonçalo.

O Jubileu de Nossa Senhora das Dores é uma festa muito
tradicional em Contagem, que é celebrada desde o século XVIII,
não com o nome de Jubileu, mas sim como festa da celebração das
dores de Nossa Senhora. É a partir de seu centenário, no ano de
1906 que a celebração das Dores de Maria, ou Setenário, recebe o
título de Jubileu de Nossa Senhora das Dores.


Um ilustre morador do arraial de “São Gonçallo da
Contage”, chamado Antonio Joaquim de Santana Filho, vai a Roma
com o objetivo de cumprir uma promessa feita à Nossa Senhora das
Dores, levando o pedido da Igreja local para que fosse autorizada
pelo papado vigente naquele período, a celebração da Festa do
Dia de Nossa Senhora das Dores, antecedida todos os anos pela
celebração das sete dores de Maria.


Então no ano de 1806, o Papa Pio VII autoriza a celebração
das sete dores de Maria encerrada com a celebração do Dia de Nossa
Senhora das Dores, na sexta-feira anterior à sexta-feira da paixão,
à pequena Capela de “São Gonçallo” pertencente neste período a
Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei, hoje
Belo Horizonte. Aos que participassem das celebrações do Jubileu
de Nossa Senhora das Dores seriam concedidas as indulgências
plenárias, as quais, além do Jubileu de Nossa Senhora das Dores
em Contagem, possuem apenas o de São Geraldo em Curvelo e o
do Senhor Bom Jesus em Congonhas.


A partir daí, a celebração vai ganhando cada vez mais
participação e presença do povo da região de Contagem que só muito
posteriormente se torna um município. Mas é fato que na história
desta região, não é possível que se conceba alguma descrição sobre
a fé e espiritualidade de seu povo, sem que se faça uma mínima
menção a devoção à Nossa Senhora das Dores.


Hoje após duzentos e dez anos de tradição, a presença de
Nossa Senhora das Dores como padroeira do município é cada vez
mais forte, pois, todas as sextas feiras a comunidade paroquial de
São Gonçalo se reúne às três horas da tarde para rezar a Novena de
Nossa Senhora das Dores juntamente com o terço da misericórdia
e com a adoração à Santa Cruz. Logo após a novena, acontece a
celebração da Missa da Misericórdia, marcando assim todas as
sextas como momento de reafirmação e confiança na presença
materna da Mãe das Dores.

LEI DE INSTITUIÇÃO DO JUBILEU DE
NOSSA SENHORA DAS DORES COMO
FERIADO MUNICIPAL

Nossa Senhora das Dores e a celebração do Jubileu
se encontram presentes em toda a atmosfera do município de
Contagem. Uma prova disso é a bandeira de Contagem. Composta
em sua parte superior por uma faixa roxa preenchida por sete
estrelas na cor branca, representando as sete dores de Maria. Outra
prova da forte presença e importância do Jubileu de Nossa Senhora
das Dores é a LEI nº 3.484, de 19 de dezembro de 2001 que decreta
como feriado religioso municipal o Jubileu de Nossa Senhora das
Dores, comemorado na sexta-feira que antecede a Sexta-Feira da
Paixão.

DEVOÇÃO ÀS SETE DORES
DE NOSSA SENHORA 

A Coroa das Sete Dores de Maria teve origem na Ordem dos
Servitas, ou Servos de Maria, em meados do séc. XIII. Compõe-se de sete partes, cada uma formada de um Pai-Nosso e sete AveMarias em honra das Sete Dores da Santíssima Virgem.
Santo Afonso Maria M. de Ligório, em seu livro “ Glórias
de Maria Santíssima, diz: “Se é certo que todas as graças que
Deus nos concede, como eu tenho por certo, passará pelas mãos
de Maria, também tenho por certo que só por meio de Maria
poderemos esperar e conseguir a sublime graça da perseverança
final. E certamente, sempre a Maria, suplicando-lhe por intermédio
de suas benditas dores. Pobres daqueles que se afastam desta defesa
e deixam de ser devotos de Maria e de encomendar a Ela em todas
as suas necessidades”.
D. Frei Alexandre da Sagrada Família, Bispo de Málaga,
em seu livro “A Devoção das Dores de Maria”, diz: “Virgem
Dolorosíssima, eu seria um ingrato se não me esforçasse em
promover a memória e o culto de vossas dores”.

GRAÇAS PROMETIDAS POR NOSSO
SENHOR JESUS CRISTO AOS DEVOTOS
DE NOSSA SENHORA DAS DORES

(Do livro: Glórias de Maria Santíssima escrito
por S. Afonso Maria de Ligório)
1º Esses devotos terão a graça de fazer verdadeira
penitência por todos os seus pecados antes da morte.
2º Jesus lhes imprimirá no coração a memória de sua
Paixão dando-lhes depois um prêmio especial no céu.
3º E guardá-los-á em todas as tribulações em que se
acharem, especialmente na hora da morte.
4º Por fim, os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles
disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer
favores.